José da Cunha Oliveira nasceu em 1949, em Atães, Gondomar, e vive na cidade do Porto desde os 16 anos — cidade que adoptou como sua e que moldou, em grande medida, o homem e o escritor que viria a ser.
Aos 19 anos ingressou voluntariamente na Força Aérea, experiência que lhe incutiu a disciplina e a noção de dever que atravessam toda a sua trajectória. A Revolução de Abril de 1974 marcou-o de forma indelével: ele próprio se define como alguém incapaz de respirar sem liberdade — frase que diz tudo sobre os valores que norteiam a sua vida e a sua escrita.
O seu percurso cívico e político reflecte esse mesmo compromisso com a vida pública e com a comunidade. Foi Presidente da Assembleia de Freguesia da Sé e Deputado na Assembleia Municipal do Porto, cargos onde exerceu com dedicação o serviço aos cidadãos.
Autodidata nas artes plásticas, José da Cunha Oliveira apresentou trabalhos em diversas exposições colectivas de Pintura e Escultura, revelando uma criatividade que não se contém num único medium e que transborda naturalmente para diferentes formas de expressão.
No jornalismo, construiu uma carreira diversificada e persistente, com passagens por publicações de referência como O Primeiro de Janeiro, a Gazeta dos Desportos e o Jornal de Notícias. Assumiu a chefia de redacção da Revista Bancada, a direcção do Jornal Lagoa Transmontana e colaborou ainda com a Rádio Placard, no Porto — um percurso que testemunha a sua ligação profunda à palavra e à informação como serviço público.
É também escritor de ficção, com uma obra que vai crescendo em voz e em alcance. Publicou “Contos Sem Amarras” (2020) e “Fintou o Destino” (2022), aos quais se somam “EuE Tudoo” e “O Vento Mudou” — títulos que, pelo nome e pela história do seu autor, prometem a mesma liberdade de espírito que sempre o definiu.
José da Cunha Oliveira é, em suma, um homem de causas e de ofícios múltiplos, unificados por uma coisa só: a recusa em ficar calado.
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